Paralelos entre Parábola do Semeador x Tentação no Deserto

 Relação entre os 3 solos infrutíferos da parábola do semeador com as 3 tentações bases de Jesus no deserto e, consequentemente, a preparação para o solo fértil, isto é, o início do Seu ministério frutífero de cem por um. Este texto parte do princípio que a parábola do semeador não é apenas uma parábola sobre conversão partindo de diferentes tipos de solos, mas também um processo de passagem por todos os solos até o fértil em cada convertido. As passagens base para este texto são, principalmente, as de Mateus. 


Primeiro Solo x Primeira Tentação 

O primeiro solo da parábola do semeador é o solo da beira do caminho, representado por um coração duro, que ouve a palavra do Reino, mas não a discerne (entende) e, por isso, rapidamente satanás (pássaro) a rouba para que o coração não se converta e seja curado (Mateus 13:15, 19). A primeira tentação que Jesus recebeu no deserto foi a colocação da dúvida de uma afirmação que o Pai do céu tinha acabado de fazer sobre Jesus: “Este é o meu Filho Amado em quem me agrado”! (Mateus 3:17) E satanás chega e diz: se tu és filho de Deus, faça com que estas pedras virem pães. (Mateus 4:3) Podemos entender que satanás estava tentando roubar a semente que tinha acabada de ser plantada pelo Pai no Filho, isto é, a realidade de Jesus ser o Filho de Deus! Satanás estava tentando roubar a semente da identidade de Cristo. Jesus, sendo o próprio Pão da vida (João 6:35) e a própria Palavra que procede da boca do Pai (João 1:14, João 6:57), responde de maneira a deixar bem claro que a semente que o Pai tinha falado sobre Ele havia entrado profundamente em Seu coração. Assim, Jesus passou pela prova do primeiro solo da parábola. * O primeiro solo, então, tem uma relação direta com o que o Pai diz sobre quem você é - identidade! 1 Segundo Solo x 


Segunda Tentação 

O segundo solo da parábola do semeador é o solo rochoso, sem profundidade para receber a semente (Mateus 13:22). Apesar de receber a semente com alegria, o solo não permite que a raiz cresça profundamente, pois logo encontra as rochas (uma dureza mais profunda de coração) e quando as coisas esquentam pela luz (sol - batismo de fogo), que são representadas pela tribulação (problemas, aflições, angústias) e perseguição por causa da palavra do Reino, logo se escandaliza / ofende (na verdade tropeça na palavra - Romanos 9:32-33; 1Pedro 2:8). 

A segunda tentação de Jesus no deserto, pelo menos no evangelho de Mateus, permaneceu sendo ainda na mesma indagação satânica: se tu és Filho de Deus! Mas desta vez, satanás usa as escrituras rebatendo o uso delas pelo próprio Jesus. Talvez pelo fato dEle ter revelado conhecimento das escrituras (Mateus 4:5-6). Jesus é levado pelo próprio diabo a outro cenário, um lugar bem conhecido pelo Messias, um lugar mais “seguro” ou mais “santo”, isto é, a cidade santa (Jerusalém). Não em qualquer lugar da cidade, mas no lugar mais elevado da cidade, o topo do templo de Jerusalém, o símbolo mais claro da presença de Deus na cidade santa. E satanás disse: Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: “Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra”. (Salmo 91:11-12) É interessante notar que, realmente, este é um salmo de proteção, segurança, livramento, prosperidade, refúgio no Senhor... Fala sobre livrar do laço do passarinheiro, da peste, da seta, da morte. Fala sobre mil caírem ao lado e dez mil à direita e não ser atingido. Fala sobre ver o castigo dos ímpios (e quem é mais ímpio do que satanás?). Fala que nenhum mal sucederá e praga nenhuma chegará à tua tenda. Tudo isso por causa da proteção divina de estar na Sua sombra e sob a proteção dos anjos. O diabo usa um salmo dentro do contexto da tentação, um salmo que muitos creem que fala sobre o Messias, mas que não se sabe quem o escreveu. Jesus, por outro lado, conhecia profundamente a verdade, na realidade Ele é a própria Verdade do Pai (João 14:6) enviada como Emanuel (Mateus 1:23) para nós e sabia o que haveria de passar, ou seja, Jesus tinha muita clareza 2 e profundidade das escrituras, tinha raiz em si mesmo, tinha intimidade com o Pai e então responde: “Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus” Podemos entender que a profundidade do solo de Jesus estava sendo questionada. Será que Ele se escandalizaria, ou seja, “tropeçaria nalguma pedra” como o próprio salmo diz? Na verdade, o significado de “escandalizar” (σκανδαλιζω) no original é: “colocar uma pedra de tropeço, um impedimento para o caminho, um motivo de queda.” (Strongs) Infelizmente, muitas vezes, divulga-se mais os textos sobre vitórias e apenas superficialmente, esquecendo do seu contexto: “Tudo posso Naquele que me fortalece” - quando o contexto é provação! “Se Deus é por nós, quem será contra nós” ou ainda “Somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou” - quando, em ambas as últimas escrituras, o contexto é ser entregue à morte todos os dias como ovelhas levadas ao matadouro e ainda Paulo coloca que nenhuma tribulação, angústia, perseguição, nada poderá nos afastar do amor de Cristo. Então, parece que o próprio satanás estava tentando fazer Jesus tropeçar nos escritos. Pois isso está escrito: “Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado. (Is 28:16) Para vós outros, portanto, os que credes, é a preciosidade; mas, para os descrentes, ‘A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular (Salmo 118:22) e: Pedra de tropeço e rocha de ofensa.’ (Isaías 8:14-15) São estes os que tropeçam na palavra, sendo desobedientes, para o que também foram postos.” (1Pedro 2:6-8) Quando não temos profundidade na palavra, especialmente nas Palavras de Jesus, que é o Pão que do Pai desceu e a Palavra que sai da boca de Deus, podemos cair literalmente em ciladas feitas por satanás. Pois Jesus disse e está escrito: 3 “Neste mundo tereis aflições, mas tenham bom ânimo; eu venci o mundo!” (João 16:33) “Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa.” (João 15:20) “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus. Bem aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós. Regozijai e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós.” (Mateus 5:10-12) Dentre várias outras... Então, podemos entender que o segundo solo prova a profundidade que o nosso coração permite com que as palavras de Jesus (Reino) cheguem e gerem raízes ao ponto de discernirmos (entendermos) as promessas de bênçãos e vitórias sem esquecermos das palavras de vigilância, exortação e juízo, que as seguem. É o solo que prova a intimidade que temos com o Senhor. Outro ponto interessante é que a tentação de Jesus foi no cenário da cidade santa, no lugar mais santo - o templo - e no lugar mais alto do templo. Isso pode representar uma parábola como se a tentação fosse dentro do templo, dentro do corpo de Cristo - a verdadeira igreja...ou mesmo no lugar onde nos sentimos mais “seguros e protegidos” e por isso, talvez mais relaxados, ou mesmo, fora do Espírito, onde deveríamos estar dentro Dele. * O segundo solo, então, tem uma relação direta com a profundidade e a permanência do nosso coração para com o Pai e suas palavras (sementes), se vamos tropeçar na palavra (pedra de tropeço) ou se vamos nos edificar Nela - intimidade! 

 Terceiro Solo x Terceira Tentação 

O terceiro solo da parábola do semeador é o espinhoso - ouve a palavra do Reino, porém os cuidados (a divisão de coração, e se é dividido então serve a outro senhor), ansiedade e a fascinação (engano) das riquezas (bens, abundância), sufocam (obstruem) a palavra e a torna infrutífera. A terceira tentação que Jesus recebeu no deserto, pelo menos no evangelho de Mateus, foi justamente a da abundância ou do engano das riquezas e a possibilidade de um atalho, pois Jesus realmente era e é rei: 4 “Levou o diabo a Jesus a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isso te darei se, prostrado, me adorares.” “Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, satanás, pois está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a Ele darás culto.” (Deuteronômio 6:13) E assim o diabo deixou a Jesus e os anjos vieram e o serviram. Jesus foi provado no seu caráter para com o Pai, se amava ao Pai de todo o coração, sem divisão de senhorio. Este solo prova o seu caráter com Deus diante das prioridades (preocupações) da vida e da oferta das riquezas deste mundo. Se há divisão de senhorio (outra adoração) dentro de nós e se vamos trair (abandonar) a Deus pelas riquezas que há em nosso coração, adorando-as, sufocando a semente de Reino. * O terceiro solo, então, tem uma relação direta com a integridade do nosso coração diante das “riquezas” que há neste mundo e diante do senhorio de Jesus - caráter! Quarto Solo - O solo fértil Tudo indica que, depois que Jesus voltou da tentação no deserto, após saber da prisão de João batista, Ele foi para a Cafarnaum, na Galileia, onde iniciou o Seu ministério dizendo as mesmas palavras de João: “Arrependam-se, pois está próximo o Reino de Deus.” Ou ainda, podemos entender que, depois de Jesus ter sido provado e aprovado nos três tipos de solos infrutíferos da parábola do semeador, Ele iniciou o seu ministério com o solo da boa terra (solo fértil) - pronto para ouvir, compreender, ensinar e obedecer, sem limitações, a todas as palavras que receberia da parte do Pai, sendo praticante e obediente até a morte de cruz - dando fruto de cem por um! “Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, produz muito fruto” (João 12:24)

Espada das Cruzadas com mais de 900 anos é descoberta Israel


Israel Antiquities Authority

A espada estava coberta de sedimentos que a preservaram em "condições perfeitas"

Um mergulhador amador fez uma descoberta única nos arredores da costa de Carmel Beach, perto de Haifa (Israel). Enquanto desfrutava de um mergulho à tarde, Shlomi Katzin avistou um objeto incrustado de sedimentos que se assemelhava a uma espada. Ao resgatar o objeto, viu-se que era de fato uma espada. E uma da época das Cruzadas.

De acordo com The Hill, a espada, embora completamente coberta de conchas e sedimentos, foi preservada em perfeitas condições. Um pesquisador da Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA), Nir Distelfeld, descreveu o artefato:

A espada, que foi preservada em perfeitas condições, é um achado bonito e raro e evidentemente pertencia a um cavaleiro cruzado. Foi encontrada incrustada com organismos marinhos, mas aparentemente é feita de ferro. É emocionante encontrar um objeto tão pessoal, levando você 900 anos atrás no tempo para uma era diferente, com cavaleiros, armaduras e espadas.

As Cruzadas

A espada teria mais de 900 anos.  The Jerusalem Post reporta que a costa de Carmel Beach foi um viveiro de atividades cruzadas no século XII. A espada pode ter sido de uma campanha inglesa para retomar Jerusalém das mãos do sultão muçulmano Saladino. De fato, os cruzados derrotaram o sultão em 1191, na batalha de Arsuf.

Não está claro como a espada acabou no fundo do mar, não muito longe da costa. Poderia ter sido um naufrágio ou talvez uma batalha à beira-mar. A Autoridade Israelense de Antiguidades afirmou que pretende iniciar uma investigação na área onde a espada foi descoberta.

O diretor da Unidade de Arqueologia Marinha da IAA, Kobi Sharvit, observou que as evidências arqueológicas encontradas no fundo do mar são um achado sensível ao tempo. O fundo do mar está sempre mudando com as marés e eventos climáticos. Devido a essa natureza em constante mudança, a escavação e pesquisa são muito mais difíceis do que em terra firme.

“As buscas subaquáticas são dinâmicas”, disse Sharvit. “Mesmo a menor tempestade move a areia e revela áreas no fundo do mar, enquanto enterra outras. Portanto, é de vital importância relatar tais achados. Nós sempre tentamos documentá-los com rigor, a fim de recuperar o máximo possível de dados arqueológicos.”

Vikings chegaram às Américas há exatos mil anos





VIKING

 



Nova técnica de medição arqueológica demonstra que antepassados nórdicos tiveram assentamento em ilha canadense no ano de 1.021

Uma nota técnica de datação foi utilizada por cientistas para definir o período exato em que os vikings estiveram nas Américas. E, contrariando muitas hipóteses, foi quase 500 anos antes de Cristóvão Colombo “descobrir” a América ao chegar ao Caribe em 1492, quando o continente já era ocupado de norte a sul pelos povos indígenas.

Como os indígenas haviam feito 14 mil anos antes, os vikings vieram pela Groenlândia em 1.021, coincidentemente há exatos mil anos, e fizeram um assentamento na ilha de Newfoundland, no Canadá, cujo nome pode ser traduzido como “terra recém-encontrada””. O estudo foi publicado na revista científica Nature

É interessante notar que, ao que tudo indica, até um monge do século XIV já sabia da América muito antes de Colombo.

Tempestade solar

A hipótese de quando o primeiro povo europeu teria chegado ao continente americano já circulava entre os meios acadêmico desde que o assentamento ao norte do Canadá foi descoberto, em 1960, e transformado no sítio arqueológico L’Anse aux Meadows. Ali encontram-se as estruturas de oito construções: três residências, uma forja, uma serraria e três armazéns. Assentamentos semelhantes, também datados da chamada Era dos Vikings (793 a 1.066 D.C.), já foram encontrados na Groenlândia e na Islândia. 

E só agora os cientistas conseguiram comprovar o ano da passagem do povo, reconhecido pela habilidade em fazer embarcações e pela maestria na navegação, pelo Novo Mundo. Isso foi possível pela análise por radiocarbono das madeiras deixadas na ilha canadense. Uma tempestade solar que sabidamente aconteceu no ano de 992 teria deixado uma radiação cósmica no material coletado pelos arqueólogos, permitindo que se precise o ano do assentamento viking.  

A tempestade solar teria deixado marcas de um material chamado carbono 14 nos troncos das árvores, que têm a propriedade de absorver carbono. Como se sabe, cada anel do tronco corresponde a um ano de vida daquela árvore. A partir da concentração de carbono 14 em 29 anéis dos troncos, a partir de 992, os cientistas conseguiram precisar o ano em que as árvores foram derrubadas para a produção dos três artefatos de madeira analisados. 

De passagem

A equipe dos cientistas Michael Dee e Margot Kuitems, da universidade de Groningen, na Holanda, já detectou pegadas de carbono 14 que datam de 992 em árvores por todo o mundo, o que permite apontar com precisão o ano da tempestade solar. Já foi descartada a hipótese de que as árvores pudessem ter sido derrubadas pelos indígenas, pois há indícios de que as madeiras foram cortadas com metal, tecnologia de que os povos originários não dispunham à época.     

A partir da análise do material coletado, os estudiosos supõem que os vikings passaram em torno de uma década no vilarejo construído na ilha de Newfoundland, que teria sido ocupada por cerca de uma centena de escandinavos. Seu paradeiro após a temporada na América permanece desconhecido. 


Fonte: aleteia

Descoberto material de construção “incomum” ligado à torre de Babel



Descoberto material de construção “incomum” ligado à torre de Babel

A descoberta deste material “estranho” está a intrigar os peritos. Não a descoberta em si, mas o tipo de material encontrado e que se julga ter a ver com a construção da Torre de Babel.

Os arqueólogos descobriram recentemente betume e argamassa de gesso num tijolo cuja origem será da época do rei Nabucodonosor II. O material terá algo a ver com a famosa Torre de Babel cuja construção está relatada no Livro de Gênesis e que provocou a dispersão dos povos e a multiplicação das linguagens. Segundo a Bíblia, a Torre foi edificada na terra de Sinar, Babilônia, alguns anos depois do Grande Dilúvio.

O crescente interesse e consequentes pesquisas têm levado a uma mão cheia de pistas e evidências vitais para a existência da torre, incluindo esta descoberta de “material de construção anormal” num tijolo que se julga ter pertencido à construção da Torre de Babel. O tijolo foi comissionado pelo rei Nabucodonosor II, o homem que segundo os pesquisadores teria mandado edificar a torre, uma vez que o seu nome está gravado no tijolo. Os cantos do tijolo estão cobertos com betume.

O aclamado canal “Smithsonian” tem estado a exibir um documentário abordando esta possibilidade no seu programa “Secrets Unlocked: Tower of Babel.” Segundo os pesquisadores, o achado deste antigo tijolo babilônico no moderno Iraque é extremamente importante: “Ele revela traços de um material de construção incomum naqueles dias: betume, alcatrão antigo e argamassa, materiais especificamente identificados na narrativa bíblica.” O texto bíblico revela o tipo de materiais que os antigos construtores utilizaram: “…Façamos tijolos, e queimemo-los bem. E foi-lhes o tijolo por pedra, e o betume por cal.” (Gênesis 11.3).

Bíblia rara de ouro maciço é encontrada

 



A enfermeira Buffy Bailey, de 48 anos, e seu marido, Ian, caminhavam numa zona rural de York, uma cidade inglesa, quando seu detector de metais disparou. Eles descobriram uma Bíblia de ouro que pode valer mais de R $700 mil.

Especialistas consideraram o item “excepcionalmente único”, ou seja, o único que existe no mundo. A escultura mede 1,5 centímetros de ouro maciço de 22 ou 24 quilates, pesa cerca de 5 gramas e pode ter mais de 600 anos.

Os estudiosos acreditam que essa peça rara é do século 15 e que tenha pertencido ao rei Ricardo III. Eles também compararam a réplica da Bíblia à Jóia de Middleham, um pingente de ouro também encontrado por detector de metaias a 64 km de distância onde Bailey encontrou o item.

O local fica perto do Castelo de Middleham, casa da infância de Ricardo III.

Sobre o achado

A pequena Bíblia tem gravuras de santos padroeiros medievais relacionados ao parto, incluindo Santa Margarida de Antioquia. Quem analisou a peça acredita que tanto o pingente como a pequena Bíblia foram feitos pelo mesmo ferreiro e oferecidos a uma parente do rei que estava grávida.

“Eu e meu marido vamos por todo o país detectando metais. Decidimos visitar York porque sabíamos que tinha muita história. Chegamos na fazenda e o proprietário perguntou se queríamos sair imediatamente, dissemos que sim, por favor”, comentou a enfermeira.

Quando encontrou a peça, Baily achou que seria uma etiqueta de orelha de ovelha ou um anel, logo viu que era algo diferente, só que ela não imaginava que realmente estava com um tesouro em suas mãos.

O Testemunho do Pastor X

Lindo Testemunho do Pastor X

 https://www.youtube.com/watch?v=5AGxpCuQ-dQ

Os verdadeiros mandamentos de Jesus

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Os verdadeiros mandamentos de Jesus

Imagem do texto "Os verdadeiros mandamentos de Jesus"
Pintura “Sermão do Monte”, Basílica de Santo André, Mântua, Itália
RESUMO
  • É importantíssimo conhecer os verdadeiros mandamentos de Jesus.
  • Os adventistas ensinam erradamente que os mandamentos de Jesus são os 10 Mandamentos.
  • Uma lista com 118 mandamentos deixados por Jesus.
  • Os dois mandamentos importantes: amar a Deus e amar ao próximo.
  • Não é fácil obedecer aos mandamentos de Jesus, em especial o mandamento de amar ao próximo, mas Deus nos deu o Espírito Santo para nos ajudar a obedecer!
  • Avaliação: o adventismo tem regras e mandamentos que não procedem de Jesus.
  • Duas perguntas para reflexão. A última: Como alguém consegue obedecer aos verdadeiros mandamentos de Jesus?

Os verdadeiros mandamentos de Jesus

Quais são os verdadeiros mandamentos de Jesus? Isto é, quais são as ordens que Jesus de fato nos deu? Essa pergunta é importantíssima. Afinal, ele próprio declarou:

“Se vós me amais, obedecereis aos meus mandamentos” (João 14.15).

Creio que todos concordam: é importante conhecer os verdadeiros mandamentos de Jesus, para poder meditar neles e, mais importante ainda, obedecer a eles.

Os mandamentos de Jesus e os adventistas

Algumas pessoas acham que até vários mandamentos ensinados muitos séculos antes de Jesus vir ao mundo são ordens de Jesus. É o caso dos adventistas do sétimo dia.

Eles citam esse versículo de João 14.15 — “Se vós me amais, obedecereis aos meus mandamentos” — para tentar provar que aquilo que Jesus chamou de “meus mandamentos” são os 10 Mandamentos. Em outras palavras, é a pegadinha deles para forçar os cristãos a também guardar o sábado.

Mas será que é isso mesmo que Jesus quis dizer? Com certeza, não.

Afinal, conforme veremos abaixo, os verdadeiros mandamentos de Jesus estão nos Evangelhos, e a até própria profetisa Ellen White concorda que a guarda do sábado não é ordenada no Novo Testamento:

“O Novo Testamento … não repete a lei do sábado.”1

Aliás, muitos adventistas desconhecem essa frase da Ellen. Mas ela admitiu isso!

A lista dos mandamentos deixados por Jesus

O que segue logo abaixo é uma lista dos mandamentos que Jesus deixou para você e para mim. Você encontra quase todos eles nos 4 Evangelhos. Uma das passagens mais famosas com as instruções de Jesus é o Sermão do Monte (Mateus 5–7). E uns poucos mandamentos se encontram nas cartas às 7 igrejas, no livro de Apocalipse. Essas cartas foram ditadas por Jesus e escritas por João (Apocalipse 2–3).

Sobre a lista em si, eu gostaria de dizer 4 coisas:

  • Procurei fazer uma lista bem completa, mas reconheço que, assim mesmo, não é exaustiva.
  • Em alguns casos, Jesus não disse as exatas palavras que usei, mas o ensino é exatamente aquele.
  • E há casos em que as palavras de Jesus não são claras, mas meu objetivo foi simplesmente apresentar o que ele disse, sem me preocupar com o sentido das palavras, o qual algumas vezes é difícil de entender.
  • Às vezes as mesmas palavras de Jesus aparecem em mais de uma passagem bíblica. Nesses casos indico apenas uma delas.

Adventistas desprezam o exemplo de Jesus

  

Imagem da postagem "Adventistas desprezam o exemplo de Jesus"
“Multiplicação dos pães e peixes”. Vitral da Catedral de Saint Rumbold, em Mechelen, Belgium.
RESUMO
  • Jesus comia carne, mas adventistas desprezam seu exemplo.
  • No seu ensino sobre a reforma da saúde, a profetisa adventista Ellen White dizia que
    • comer carne impede Deus de ouvir as orações;
    • o vegetarianismo ajuda na santificação.
  • A Ellen ensinava a reforma da saúde, mas não praticava, pois só depois de 31 anos pregando o vegetarianismo é que ela abandonou o consumo de carne!
  • Jesus ensinou que todos os alimentos são puros, isto é, não prejudicam nem favorecem a vida espiritual.
  • E Jesus comia carne vermelha e branca e, além disso, alimentou pessoas com carne.
  • O apóstolo Paulo predisse que, no final dos tempos, pessoas hipócritas obedeceriam a espíritos enganadores e a ensinos demoníacos e, em consequência, proibiriam certos alimentos!
  • Afinal, Jesus é ou não o exemplo maior para o cristão?
  • Três perguntas para reflexão. A última: Jesus comia carne e alimentava as pessoas com carne. Hoje o cristão pode ou não fazer isso? Em outras palavras, Jesus é ou não exemplo?

Adventistas desprezam o exemplo de Jesus

Lembro como se fosse hoje. A adventista não se conformava. Insistia que Jesus tinha sido vegetariano, que nunca tinha posto um único pedaço de carne na boca. Apresentei àquela senhora versículos que mostram que Jesus comia carne vermelha e branca e que comeu até depois da ressurreição! Apesar disso, em vez de aceitar o que os Evangelhos contam sobre Jesus, ela preferia acreditar no que haviam lhe ensinado na igreja adventista que frequentava. Infelizmente, aquela mulher inconformada e muitos outros adventistas desprezam o exemplo de Jesus.

Ou será que Jesus não é exemplo para os cristãos seguirem?

Ellen White e a alimentação com carne

O que a Ellen ensinava?

Comer carne impede Deus de ouvir as orações

“Vocês colocam na mesa manteiga, ovos e carne, e seus filhos comem isso. Eles são alimentados com as mesmas coisas que estimularão os impulsos animais deles, e então vocês vem à reunião [da igreja?] e pedem a Deus que abençoe e salve seus filhos. Até onde sobem as orações de vocês?1

Acredite se quiser. A Ellen disse que comer carne faz com que Deus não ouça nossas orações!

Reflexão do dia: Paulo em Gálatas - A fé que liberta


"Não existe outro Evangelho” (Gl 1:7), além do de Jesus Cristo, revelado a ele nas entranhas das relações humanas conflituosas (Gl 1:12).

O apóstolo Paulo não abre mão da verdade, porque ele sabe que a verdade dói, mas liberta. Ele não se pauta nenhum caminho cômodo ou reprodutor de mentiras e fake news que corroem as relações humanas e sociais deixando imperar a injustiça e a mentira. Paulo exige justiça como condição sine qua non para se colocar em prática o Evangelho anunciado por Jesus Cristo.

O apóstolo Paulo se entende como “servo de Cristo” (Gl 1,10), mas o que isso significa?

Existem pessoas ingênuas que afirmam: “Que bom que Jesus morreu para nos salvar!”

Como compreender esta afirmação?

Como é possível que Deus aceite uma vítima justa no lugar de um transgressor?

É justo um transgredir e outro ser punido?

Como é possível que Deus aceite os sacrifícios enquanto tais e justificar relações humanas que ferem a aliança com Deus?

É possível admitir que em um ritual macabro de derramamento de sangue possa substituir uma relação humana real de amor ?

Admitir isso não seria uma forma de driblar a famigerada ira de Deus?

Não seria tentar barganhar com Deus para se salvar?

O Deus no qual cremos, um Deus que relativiza a sua lei em prol onde a necessidade doo ser humano, um Deus solidário e libertador.

O fato de Jesus ter morrido na cruz não tira automaticamente nossos pecados.

Jesus veio nos ensinar a trilhar seus passos, ser solidário ao oprimidos e injustiçados para nos indicar o caminho a ser trilhado.

O apóstolo Paulo nos ensina que impor a circuncisão aos não-judeus e a observância à Lei moisaica não se reduz apenas à questão de observar a tradição, mas afirma que impor aos não-judeus o cumprimento das leis mosaicas era um meio de continuar garantindo a escravização do povo, retirando as condições materiais objetivas que viabilizam a liberdade.

“Deus não faz acepção de pessoas” (Gl 2:6) Deus não discrimina ninguém, mas ama a todos independente do gênero, orientação sexual, classe social ou etnia. Em determinado momento da sua vida, o apóstolo Pedro se libertou das amarras do judaísmo => “Não chame de impuro o que Deus purificou” (At 10:15) , isto é, tudo é sagrado, principalmente o profano.

Na Carta aos Gálatas, o apóstolo defende a liberdade através do Evangelho de Jesus Cristo e mostra que fé é importante, mas desde que não seja fé alienadora.

Reverendo Renato Barbosa

“Camelo que passa pelo buraco da agulha… ” – Uma tradução errada?

Todos conhecemos bem a frase de Jesus narrada por Mateus 19,24: “É mais fácil o camelo entrar pelo buraco da agulha do que o rico entrar no Reino de Deus”. Considerado as dimensões do camelo e a do buraco da agulha, é óbvio que parece uma expressão irreal. É verdade que se trata de uma figura de linguagem que sublinha um elemento difícil de acontecer, uma coisa exagerada, mas mesmo assim deveria ter algum apoio na realidade.

Muitas explicações foram dadas. A mais comum é que Jesus se refere a uma porta ou beco em Jerusalém chamado “buraco da agulha”, mas não existe nenhum fundamento para tal interpretação. Há alguns estudiosos que propõe, invés, uma solução interessante.

Sabemos das várias hipóteses que pensam que as fontes dos evangelhos, num primeiro momento, antes de ganhar a redação definitiva, eram em aramaico, língua falada por Jesus. Os evangelhos, invés, chegaram até nós em grego. Alguns dizem que a passagem do aramaico das fontes para o grego dos atuais evangelhos provocou alguns erros de tradução e uma dessas seria o “camelo”.

Em aramaico existem duas palavras muito parecidas, com significados diferentes:

  • Gamai: camelo
  • Gamia: corda da rede dos pescadores

A interpretação dos críticos é que quem escreveu o grego, o texto definitivo do evangelho, leu errado a palavra aramaica, isto é, leu “gamai” invés de “gamia”. Nesse caso a frase correta dos evangelhos seria: “é mais fácil uma corda da rede dos pescadores passar pelo buraco da agulha do que um rico entrar no reino dos céus”.

Essa hipótese adquire uma certa autoridade se consideramos o ambiente em que foi usada, isto é, Jesus estava lidando com um grupo de pescadores, que entendia bem de cordas, de redes, mas nada de camelos.

Em relação à interpretação, normalmente se sublinha o carácter da hipérbole, uma coisa exagerada, difícil de acontecer. Isso continua valendo, mesmo se admitimos a hipótese explicada. E o cerne da mensagem continua o mesmo: é preciso ser desapegado dos próprios bens para abraçar o Reino de Deus.

 Por Luiz da Rosa

Curiosidades sobre o Livro de Amós - o Profeta dos Oprimidos

 "O discurso de Amós menciona, talvez, um passado histórico não identificável nem pela forma e nem pelo conteúdo do texto. As pragas do tempo do Êxodo feriam o Egito, não Israel, e de uma maneira diferente da relatada no livro de Amós capítulo 4. Além do mais, as tais “pragas” eram no mundo antigo, e são ainda nas culturas rústicas, o resultado obrigado de situações críticas naturais ou políticas: a fome é o resultado de toda estiagem prolongada e peste nas plantações, assim como a morte dos jovens (Am 4,10) é o efeito de toda batalha militar, no mundo antigo e moderno", 

Gilvander Luís Moreira, frei e padre , mestre em Exegese Bíblica e professor de Teologia Bíblica.

Provavelmente as composições mais antigas do livro do profeta Amós, na Bíblia obviamente (Amós 1-6; 7-9) datam de meados do século VIII a.C., e surgiram como literatura de protesto e resistência. “O acento principal da mensagem de Amós está na crítica social e no anúncio de um juízo iminente de Deus na história, bem como na tênue, mas clara exigência do restabelecimento da justiça como alicerce das relações sociais.

Amós é um profeta precursor, radical, exemplar e paradigmático. A profecia de Amós é, em certo modo, um divisor de águas na história da profecia no sentido de que instaura um novo jeito de ser profeta. O livro de Amós está organizado em duas grandes unidades literárias: I) Am 1-6: Palavras e II) Am 7-9: Visões.

Am 4,4-13 nos ajuda a refletir sobre três aspectos fundamentais da ética profética, intimamente entrelaçados. Esses são: a) a concepção de pecado em relação ao culto; b) em relação à história; c) e os limites de uma possível reconciliação com Deus. A pergunta que se coloca na base e no fim do estudo de Am 4,4-13 é: Trata-se de um anúncio de punição in extremis diante da incapacidade de Israel de reagir, ou de uma velada promessa de perdão? Ou existe uma outra interpretação possível?

A declaração final de  Deus solidário com os pisados e libertador dos oprimidos - ao ser humano que fecha a unidade Am 4,4-13 constitui-se quase como uma nova revelação do Sinai, que deve por fim ao conflito entre o ser humano e a divindade, em favor do ser humano. As punições didáticas deixam lugar a um esclarecimento que abre o coração do ser humano para que veja o conjunto da sua história e possa render-se conta do seu processo de endurecimento.

Am 4,4-13 evoca, portanto, uma situação na qual há certa semelhança com aquela do relato das pragas do Egito, mas não é obviamente, a recordação daqueles fatos. O discurso de Amós menciona, talvez, um passado histórico não identificável nem pela forma e nem pelo conteúdo do texto. As pragas do tempo do Êxodo feriam o Egito, não Israel, e de uma maneira diferente da relatada no livro de Amós capítulo 4. Além do mais, as tais “pragas” eram no mundo antigo, e são ainda nas culturas rústicas, o resultado obrigado de situações críticas naturais ou políticas: a fome é o resultado de toda estiagem prolongada e peste nas plantações, assim como a morte dos jovens (Am 4,10) é o efeito de toda batalha militar, no mundo antigo e moderno.

Às pragas ou punições descritas se reúnem ainda a menção a Sodoma e Gomorra. O discurso de Amós 4 quer, portanto, dar conta de toda a antiga história de Israel, também de Israel patriarcal, para aplicá-la a uma nova situação.

Um ponto particular de relação com o Êxodo é a presença do refrão “mas não retornastes a mim” que estrutura o texto de Amós 4,4-13. Assim, como no relato das pragas o endurecimento do coração do Faraó é o motivo estruturante que faz aumentar as pragas.

No relato do Êxodo, um primeiro grupo de textos, atribuídos tradicionalmente à fonte Javista (J), apresenta de fato Faraó como responsável pelo seu próprio endurecimento, como havia predito Deus (Cf. Ex 7,14.22; 8,11.15.28; 9,7.34). O outro grupo de textos (os chamados “heloístas”) atribui a obstinação ora a Faraó (Ex 9,35) ora a Deus mesmo (Ex 10,20.27). O relato sacerdotal (P) o atribui habitualmente a Javé.

Esta diversidade de concepção no atribuir a responsabilidade pelo pecado aparece também em outros textos fora do Êxodo, com diferente vocabulário e problemática. Em 2º Samuel 24,1, Javé é o responsável direto pelo pecado de Davi devido ao recenseamento. Segundo 1º Crônica 21,1 a responsabilidade é, ao invés, de Satanás. O verbo hebraico usado é o mesmo: swt (= incitar, seduzir).

Tanto em Êxodo como em Am 4,4-13 se coloca um grande problema exegético e teológico: É possível e legítimo que Deus continue a aplicar punições que levam a um endurecimento sempre crescente? Não se comporta Javé assim como o pai que exagera, com sua punição, ao seu filho e força-o a se rebelar (Cf. Efésios 6,4)?

É necessário reconhecer que por trás dos textos bíblicos de endurecimento há o mistério da liberdade humana e da “onipotência” divina. Em relação a Deus, há uma consciência profética que as obras e a Palavra de Deus não podem permanecer sem efeito (Cf. Isaías 55,11), mas é sempre eficaz (não eficiente). Se não produzem imediatamente a conversão, devem amadurecer o sujeito para uma nova prova, o que, em última análise, não exclui a possibilidade de conversão.

Em relação à pessoa punida, há uma consciência do fato que a exortação à conversão, quando não ouvida, se torna uma condenação. Isto é, nada mais, nada menos, que a dinâmica das relações interpessoais. Quando duas pessoas percebem uma mútua existência começa uma comunicação humana, que pode progredir, parar ou, eventualmente, morrer. Mas enquanto existe, cada ação e reação levam à evolução ou diminuição daquela relação. Todo ato (ou omissão) nas relações interpessoais somam e cultivam a relação ou a empobrece descultivando-a. Nenhuma atitude fica neutra.

De modo semelhante, na relação do ser humano com Deus, cada ação que não melhora a relação, a piora, mas jamais a deixa igual. Se não se aceita um convite à conversão, como uma oferta de amizade, o recusa. Por um lado, esta recusa tornará mais difícil que aconteça um novo convite.[3] E de outra parte quem recusou dificilmente voltará atrás para aceitar uma nova oferta, o que implicaria em reconhecer o erro precedente, o que é mais difícil.

Em relação aos profetas e profetisas, este processo se explica na medita em que os/as  “intérpretes de Javé” sabem do paradoxo da missão deles/as. Os profetas e profetisas sabem que a palavra profética conduz, às vezes, à conversão de alguns poucos, mas na maioria das vezes leva ao endurecimento de muitos. Os oráculos de condenação no futuro, pronunciados com absoluta segurança, implicam nos profetas a consciência que a advertência seria inútil.

A consciência que os profetas e profetisas têm das três realidades descritas acima se apresenta, de modo muito claro, em Isaías 6,9-11: “Então disse ele: Vai, e dize a este povo: Ouvis, de fato, e não entendeis, e vedes, em verdade, mas não percebeis. Engorda o coração deste povo, e faze-lhe pesados os ouvidos, e fecha-lhe os olhos; para que ele não veja com os seus olhos, e não ouça com os seus ouvidos, nem entenda com o seu coração, nem se converta e seja sarado. Então disse eu: Até quando Senhor? E respondeu: Até que sejam desoladas as cidades e fiquem sem habitantes, e as casas sem moradores, e a terra seja de todo assolada”.

Em Am 7,14, o profeta Amós se recusa a ser considerado profeta, nos termos do sacerdote Amasias, cúmplice de um poder político opressor. Amós se define como “vaqueiro” e cultivador de sicômoros. Em Am 7,15, Amós parece ser um pastor que cuida do rebanho miúdo (ovelhas e cabras), mas não um vaqueiro. Em Am 7,10-17 não há a intenção primeira de descrever pessoalmente a profissão do profeta, mas enfatiza o fato de que Amós foi retirado da sua vida precedente, do seu mundo, das preocupações domésticas para proclamar a Palavra de Deus.

Am 7,10-17 quer legitimar o conteúdo da profecia de Amós e ajudar a comunidade superar todos os preconceitos que possam existir contra o profeta por causa da sua origem humilde, como se fosse um “nordestino”, um sem-terra, um sem-casa, um menor de rua, um portador de HIV, um homossexual etc. O relato de Am 7,10-17 quer nos dizer que a profecia vem da margem, da periferia, do meio dos marginalizados e excluídos. São estes, por excelência, os “intérpretes de Javé”.

Na Bíblia este “gênero” é utilizado para descrever de maneira diferente as vocações de MoisésGedeão, Eliseu e Saul. Mas uma estreita relação se encontra em 2º Samuel 7,8. Natã transmite a Davi a mensagem de Javé: “Eu te tirei das pastagens, pastoreavas as ovelhas”. O elemento que caracteriza estas situações não é o fato do convocado pertencer a um grupo, mas, ao contrário, o fato dele ser um “de fora”, um excluído. Assim Am 7,14 quer exprimir a distância de Amós das formas institucionais da profecia e dos profetas “da corte”.

O relato do confronto entre o sacerdote Amasias e Amós (com a implicada presença do rei) oferece a justificação da decisão de Javé. O povo não somente não ouviu as diversas palavras transmitidas pelo profeta Amós, mas decidiu silenciá-lo, expulsando-o para sua terra. Já não há nada mais a esperar senão o fim definitivo, e diante desse resta somente a lamentação. O profeta anuncia a necessidade de conversão; pede perdão a Deus pelo povo; pede para parar a punição. O rei (e a monarquia) e o Templo expulsam o profeta, silenciando-o. O povo sofrerá muito mais. Ai de um povo que não escuta seus profetas e profetisas, e pior ainda, que os persegue, expulsa e os silencia.

A perícope de Am 7,10-17 revela a interpretação que setores da classe dominante tinham do conteúdo da profecia de Amós. Aos olhos da elite, o profeta é um “conspirador”, interessado em “golpe de estado”. Para Javé e o povo empobrecido Amós é um profeta, porta voz do Deus da vida para todos e tudo. Para a elite ele é um “subversivo”, um agitador.

Em Am 4,1-3 temos a seguinte profecia:

“OUVI esta palavra, vacas de Basã, que estais sobre o monte de Samaria, que oprimis os fracos, que esmagais os excluídos, que dizeis aos vossos senhores: “Trazei-nos o que beber!”. O Senhor Javé jurou, pela sua santidade: sim, dias virão sobre vós, em que vos carregarão com ganchos e a vossos descendentes com arpões (de pesca). E saíreis pelas brechas que cada uma tem diante de si, e sereis empurradas em direção ao Hermon, oráculo de Javé”.

Segundo uma interpretação tradicional, Am 4,1-3 seria uma investida do profeta Amós contra as mulheres ricas de Samaria, designadas como “vacas de Basã”, mulheres de personagens importantes, que ocupam o tempo em luxuosos banquetes, e ao mesmo tempo são responsáveis pela opressão e exploração dos empobrecidos. A imagem de um banquete só de madames é, no mínimo, algo curioso em uma sociedade reconhecidamente machista e patriarcal, assim como atribuir às mulheres a responsabilidade pela opressão e pela injustiça.

A região de Basã, como o Líbano e o Carmelo, é famosa pela fertilidade do solo. A tristeza causada pela punição divina se manifesta na debilidade do Líbano, do Basã, do Carmelo e do Saron (Cf. Isaías 33,9). Ao contrário, a generosidade divina se expressa no nutrimento do povo com a “manteiga das ovelhas e dos touros de Basã” (Cf. Deuteronômio 32,14). O anúncio messiânico, com o qual se conclui o livro de Miquéias, inclui a promessa de um pasto abundante “em Basã e em Galaad, como nos dias antigos (Cf. Miquéias 7,14). No ambiente de louvor do Salmo 68 o “Basã” são os montes (Sl 68,16) que testemunham, junto com o Sinai e a natureza, a grandeza das obras de Javé. Logo integrar “Basã” em uma imagem depreciativa é algo estranho ao uso corrente de “Basã” na Bíblia.

De “vaca de Basã” não se fala em nenhum outro lugar no Primeiro Testamento da Bíblia. As montanhas de Basã são famosas pelos seus touros, cabritos e carneiros (mas não vacas; cf. Dt 32,14). Por isso os touros de Basã podem ser imagens dos inimigos poderosos (cf. Salmo 22,13 e, sobretudo, Ezequiel 39,18).

A expressão “vacas de Basã” adquire um sentido mais verdadeiro dentro da cultura bíblica se o termo “vacas” não for utilizado em relação a mulheres, mas a homens, aqueles que quiseram ser como os touros de Basã, pela força deles, autoridade e dignidade se tornaram “vacas”, com as conotações depreciativas que as formas femininas podem ter no Primeiro Testamento.

Neste contexto, os “seus senhores” (Am 4,1b, com sufixo masculino) se referem provavelmente não aos “maridos”, como propõem algumas traduções, um uso pelo qual não se tem nenhuma outra ocorrência, mas refere-se a uma pessoa de mais autoridade (política). “Senhor”, além do freqüente uso como título divino, se refere a Acab (2 Reis 10,2.3.6), ao Faraó (Gênesis 40,1), ao Rei da Babilônia (Jeremias 27,4), e em casos isolados a várias pessoas: “outros senhores...” (Isaías 26,13).

Na profecia de Amós está “uma crítica veemente e contundente aos agentes e mecanismos de exploração e opressão dos camponeses empobrecidos sob o governo expansionista do rei Jeroboão II e sob as condições de um incremento de relações de empréstimos e dívidas entre pessoas do próprio povo no século VIII a.C.”. Em outros termos, o profeta Amós não apenas critica pessoas corruptas, mas questiona também de modo muito forte o sistema gerador de pessoas corruptas. Não somente as mazelas pessoais estão na mira do “camponês” que entrou para a história como um grande profeta. Amós tem consciência de que o problema fundamental da injustiça reinante na sociedade não é fruto somente de fraquezas e ambigüidades pessoais, mas tem como causa motriz estruturas sócio-econômico-político-cultural e religiosas que engrenam uma máquina de moer pessoas. Na mira do profeta Amós também estão relações comerciais que causam endividamento, aprisionam pessoas e escravizam, retirando a liberdade de ser pessoa humana.

Além das denúncias sociais, a profecia de Amós destaca-se com o anúncio de um juízo iminente de Javé na história do seu povo. Amós inverte as expectativas quanto a um tão sonhado “dia de Javé” (Am 5,18-20). Este não será mais uma “ideologia de segurança político-religiosa” pelos fortes de Israel. A perversão da justiça para os pobres, a opressão dos empobrecidos e a exploração das pessoas mais enfraquecidas clama pelo juízo divino. O “dia de Javé” será um “dia mau” sobre os fortes de Israel, sobre o estado tributário, suas instituições e seus agentes.

Amós critica com coragem a “corrida armamentista” de Israel. Ele anuncia que serão desmanteladas as forças militares dos estados vizinhos (Amós 1,5.8b.14b; 2,2b) e sobretudo de Israel (Amós 2,13-16; 3,11b; 5,2-3; 6,13-14).

O profeta Amós denuncia duramente também as instituições religiosas que estão justificando o processo de extorsão de tributos da população camponesa (Am 4,4-5; 5,21-23). Pelo conluio com a opressão econômica a religião oficial também será dizimada (templos) e seus agentes (Am 5,27; 7,9; 9,1).

“Odeiem o mal e amem o bem: restabeleçam no portão a justiça!” (Am 5,15). “Aqui está a exigência positiva por excelência na profecia de Amós. Os israelitas são conclamados a reconstruir as relações sociais baseadas na justiça e no direito (mishpat / sedaqah – em hebraico). Só assim será possível escapar do juízo vindouro anunciado. O futuro de um “resto” passa pela prática de Justiça”. O juízo abre caminho para a justiça. A presença dos profetas e profetizas no meio do povo deixa Javé livre de qualquer responsabilidade diante da punição que o povo merece.  Não precisa nem explicitar a atualidade da profecia de Amós. Que cada leitor/a faça as atualizações necessárias.


HAROLDO REIMER, “Amós – profeta de juízo e justiça”, em Os livros proféticos: a voz dos profetas e suas releituras, RIBLA 35-36, Ed. Vozes, Petrópolis e Ed. Sinodal, São Leopoldo, 2000, p. 171.
 Para melhor compreensão sugiro ler na Bíblia Am 4,4-13 (capítulo 4, versículos de 4 a 13) antes de prosseguir a leitura do nosso texto.
Gato escaldado com água quente tem medo até de água fria, diz a sabedoria popular.
 Sugiro ler na Bíblia Am 7,1-17 antes de prosseguir a leitura do nosso texto.
HAROLDO REIMER, “Amós – profeta de juízo e justiça”, em Os livros proféticos: a voz dos profetas e suas releituras, RIBLA 35-36, Ed. Vozes, Petrópolis e Ed. Sinodal, São Leopoldo, 2000, p. 188.